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Nando Reis: o amor presente no palco e na plateia

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No sábado, dia 08 de junho, tive o privilégio de ir ao show de um artista que admiro há muito tempo — e passei a admirar ainda mais agora que o conheço de fato — Nando Reis. Além do nome simpático que carrega e, claro, do talento musical, Nando é também um ser iluminado, de uma energia incomparável! Não à toa, os ingressos do Araújo Vianna se esgotaram para vê-lo.

Apresentando não só as suas canções, como também as de Roberto, proposta do seu novo disco, Não sou nenhum Roberto, mas às vezes chego perto, o artista tornou o show ainda mais incrível — tanto aos seus fãs quanto àqueles que preferem o Rei (ou para quem admira ambos). A mescla das músicas também parecia interligar-se de alguma forma; ao mesmo tempo em que cantava “Me conte a sua história”, o ruivo do rock brasileiro parecia estar querendo nos contar, de alguma forma, a sua, durante aquela noite. O que arrancou gargalhadas, gritos de “lindo”, lágrimas de emoção e — muitos — aplausos de quem estava lá. O fator de assistir à apresentação sentado não foi um problema a quem fazia questão de aplaudi-lo como ele merece: em pé.

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Como ele mesmo canta, “a vida é mesmo coisa muito frágil”, amar é uma das coisas que dão sentido a ela; que a fortalecem. E, por falar em amor, o público, formado de pais, mães e filhos, casais novos, mais vividos, fã-clubes, amigas, enfim, apesar da “diversidade de companhias” — na falta de um termo melhor — pude perceber que o amor não faltava ali, nem no palco nem na plateia — uma perfeita sintonia. O que, aliás, condizia também com o nome escolhido para a turnê: Esse amor sem preconceito. Inclusive, Nando iniciou seu show discursando sobre como estamos vivendo tempos difíceis, em que temos de discutir assuntos que já nem deveriam mais estar em pauta; por exemplo, o fato de as diferentes formas de amar ainda incomodarem tanto e a tantos. O artista mostrou, mais uma vez, que amar em tempos assim faz-se necessário.

Concluo, num devaneio, que momentos assim são engraçados de se pensar… quando vamos a um show, já sabemos um pouco o que nos espera; as músicas que escutaremos, o público clamando por “mais um” freneticamente ao final. Mas sempre somos surpreendidos de alguma forma. E, dessa vez, não foi diferente. O “fazedor de disco”, como se autointitula Nando Reis, termina seu show, mas volta, junto de sua banda, ao palco com a mesma energia de antes. E se despede, mais uma vez, deixando-nos, quase sem querer, uma mensagem de esperança: “o mundo é bão, Sebastião”, para que, assim como Sebastião, acreditemos que, apesar de tudo, o mundo ainda é — tem de ser — bom, mesmo que “dentro dos olhos virão monstros imaginários ou não”.

Por Victória Tomé da Cruz

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