Mônica Bergmann apresenta nesta quinta-feira (7/5) uma performance-instalação, suas lingeries e tules — tingidos no tempo das plantas — se tornam extensões da pele. Entre o esconder e o mostrar, o movimento desenha no ar o mistério do que é íntimo. Íntimo Botânico prioriza o corpo como primeira casa, um convite para o silêncio e o olhar atento. Por meio de uma dança de transparências onde a natureza abraça o corpo, o que é velado se revela em beleza. “Sinta a pele. Ocupe o instante”, convida Mônica, que lança a nova coleção de lingeries com tingimento botânico da sua Costura Botânica com performance de bailarinas no formato “garage” da Patissier.

Nascida e criada no interior do Rio Grande do Sul, hoje Mônica Bergmann vive e trabalha entre Porto Alegre e Osório.

O léxico visual de Bergmann se refere à natureza e se inspira nela. Criando um diálogo entre os ciclos de vida dos elementos orgânicos, seu interesse se concentra em modos de extração de pigmentos naturais e tingimentos com plantas, usando material como um campo para a percepção espacial.

De instalações específicas para cada local a obras em telas, a artista ora se baseia em especificidades sazonais, ora em memórias da natureza vivenciadas em um determinado tempo e lugar. Sua investigação lança luz sobre a beleza e a sabedoria inerentes ao mundo botânico que é acompanhada de experimentações em tingimento com folhas, flores, sementes, cascas e raízes como matérias-primas para monotipias, vestíveis e instalações têxteis.

Ao ferver, costurar e sobrepor tecidos naturais como seda, lã, algodão e linho, a artista nos convida a reencontrar uma outra cor, forma e mancha, nos lembrando que as tinturas contém um história. Onde a cor não é escolhida, ela é encontrada. Nasce do tempo da planta. E o que se fixa no suporte é o vestígio de uma convivência.

A gaúcha já fez residência artística com Carlos Vergara em seu ateliê no Rio de Janeiro e também ministrou oficinas de tingimento natural e impressão botânica no Instituto Ling em Porto Alegre, com ênfase na renovação de peças afetivas e integra o acervo da loja Presente com suas criações.

Aprendeu a extração do azul do índigo das folhas da anileira e do índigo japonês em uma vivência com a artista Liri Miyazaki em seu sítio, na Serra da Cantareira, SP e atualmente trabalha com o azul extraído do índigo nativo do litoral de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com a artista, pesquisadora e professora da Universidade de Santa Catarina, Roberta Miroslau. Em março de 2025 fez sua primeira individual – Natureza Dentro – com obras em papel de algodão e japonês e tecidos criados em residência artística na Fundação Iberê em Porto Alegre em 2024.

Em junho de 2025 participou do Espaço de Arte da CasaCor/RS com a exposição Céu de Lagoa – Impressões Botânicas em Paisagens do Sul, na qual trouxe uma instalação têxtil com técnicas de tingimento natural e impressão botânica além de monotipias botânicas em corpo expositivo inédito.

Em janeiro de 2026 apresentou a obra A cor da Memória, uma instalação artística ao ar livre composta por 115 metros de tecidos tingidos naturalmente dispostos de forma escultórica em uma pipa gigante, marcando a abertura nacional da vindima em Flores da Cunha e integrando o Pipa Parede, circuito de arte da Wine Locals.

CategoriasSem categoria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.