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5 experiências para viver em São Paulo

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Embora eu já tenha ido para São Paulo algumas boas vezes, sinto que nunca consigo viver plenamente a cidade. Só de pensar em quão grande e caótica essa metrópole é, já me dá um nervoso. Porém, não dá pra negar que há muita coisa linda para se viver e experienciar.

Fui para São Paulo no início de abril e foi uma das poucas vezes em que eu realmente consegui honrar o título de turista. Já adianto que não sou nenhuma expert na maior cidade do Brasil e nem vou tentar ser (será que alguém é?). Trago apenas uma apanhado de experiências que podem fazer sua viagem valer a pena — elas fizeram a minha valer. Vem comigo!

Você disse museu?

São Paulo é a cidade dos museus. Ô cidade pra ter espaço cultural e de arte. E eu acho isso ótimo! O mais legal dos museus paulistanos é que eles são uma experiência por si — ou seja, vale a pena visitá-los independentemente da exposição que esteja rolando. Eu separei três deles:

MASP

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand existe desde 1968 e é um dos principais cartões-postais da capital paulista. Depois de 5 vezes em São Paulo, essa foi a primeira vez que eu conheci o MASP, e a espera valeu. Isso porque no dia em que eu cheguei a São Paulo foram inauguradas 3 exposições sensacionais. A primeira delas é Tarsila Popular, a maior exposição já feita da Tarsila do Amaral. Eu nunca pensei que veria uma exposição da pintora e nunca pensei que sairia de lá completamente apaixonada. Embora todos os olhos e câmeras estivessem no “Abaporu”, foi “Morro da Favela”, de 1924, que conquistou meu coração — até trouxe um ímã de volta para casa. É uma experiência que recomendo a toda e qualquer pessoa na face da Terra. Tarsila é um gênio!

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oi, tarsila. já falei que te amo?

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E já adianto que Tarsila está muito bem acompanhada, pois no ano em que o MASP celebra as mulheres com o tema Histórias das mulheres, histórias feministas, eu também conheci Djanira da Motta e Silva. A pintora brasileira ganha sua primeira exposição monográfica, e que coisa mais fantástica! Em Djanira: a memória de seu povo é possível se apaixonar por mais uma alma genial da arte brasileira que eu ainda não conhecia.

Por fim, mas não menos importante, está acontecendo uma exposição de ninguém mais ninguém menos do que a própria idealizadora do MASP. Na exposição panorâmica Lina Bo Bardi: Habitat mergulhamos na vida, carreira e legado da arquiteta ítalo-brasileira, Lina Bo Bardi, que tornou possível a existência do MASP. Quer mais?

Ah, se não fosse suficiente, ainda dei uma passeada pelo acervo em transformação do MASP, que conta com algumas obras do Museum of Contemporary Art Chicago. Lá, estive frente a frente com grandes relíquias da arte mundial e vi, de pertinho, Passeio ao Crepúsculo do Van Gogh. Can you believe?!

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As exposições ficam até julho (exceto Djanira, que se encerra em maio) e a entrada custa R$ 40,00 (inteira).

MIS

O Museu de Imagem e Som é uma parada obrigatória — e que eu também só fui conhecer em 2019. O espaço é uma preciosidade, lindo por dentro e por fora, e com acesso superacessível — paguei R$ 14 (inteira) para acessar a exposição. Tive a chance de desbravar a mostra Quadrinhos, que está em cartaz desde novembro e que fica até maio. E fui pega de surpresa no labirinto que é o MIS. Isso porque quem vê de fora não tem ideia do quão grande o prédio é por dentro. Eu saí de lá completamente exausta, porém, pleníssima! Em Quadrinhos, viajamos pela história dos comics desde as tirinhas. Passamos pela Europa, Brasil Colônia, Japão e seus mangás, vemos o nascimento da Turma da Mônica, Mafalda, Garfield e chegamos nos super-heróis e nos gibis brasileiros contemporâneos. É uma jornada completa, e eu não seria capaz de descrever em palavras. Se você tiver a chance, por favor, visite o MIS!

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quadrinhos 📖

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Japan House

Para encerrar a “seção museus” da lista, vale a visita à Japan House. Embora muito menor do que os outros espaços citados, esse é um dos prédios mais lindos que eu já vi! Centro de difusão da cultura japonesa, a Japan House conta com um belo acervo de literatura e artesanatos, além de ter espaço para exposições, bate-papos, palestras e seminários sobre a cultura, além de promover uma verdadeira imersão nesse universo. A entrada é gratuita.

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Foto: ArchDaily

Liberdade

Já que falamos em Japão, vamos falar de Liberdade? São Paulo é o berço brasileiro da cultura japonesa e reúne nesse bairro de tudo um pouco quando o assunto em Japão. É um mergulho na cultura nipo-brasileira e é uma completa loucura! Se você não gosta de fervo, talvez você deva repensar a visita. Mas acredite, o sufoco vale a pena! Na minha segunda ida à Liberdade, agora em abril, eu dei a sorte de visitar o bairro no dia da comemoração do nascimento de Buda — o Hanamatsuri. Tive a chance de banhar o Buda, fazer pedidos e ainda me deliciar com o chazinho de Matcha, que estava sendo distribuído no local. A comemoração contou ainda com uma procissão, linda de se ver, com direito a roupas características e escoteiros carregando o elefante branco.

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Na gastronomia, experimentei em uma das banquinhas de rua o Gua Bao vegetariano, um pãozinho com legumes, tempurá e temperos que nem sei dizer, mas que era supergostoso. Recomendo fortemente! Infelizmente, na bebida, não tive tanta sorte: comprei um refrigerante cherry soda e não desejo isso nem para os meus inimigos. Fuja!

Por fim, a Liberdade é um baita lugar para comprinhas. Gastei mais do que deveria, mas trouxe para casa iguarias orientais, como Pocky, bifum e óleo de gergelim (que são caríssimos em Porto Alegre) e um miojo bem doidinho que o Felipe amou, além de aproveitar os preços baixos para comprar a Páscoa da família — quem não gosta de Milka por R$ 6,99?

Animalchef

Nada como ter amigos vegetarianos antenados, não é mesmo?! Nessa última viagem, tive a chance de conhecer a Animalchef, uma hamburgueria vegana que é um sonho. O cardápio conta com 5 hambúrgueres fixos, e toda a semana rola uma invenção maluca na forma do “Animalchef da semana”.

No dia em que eu fui, estava rolando o As Pirâmides São Portais, mas eu preferi experimentar do cardápio e segui a sugestão do Bruno — o VeganVice. Que coisa mais gostosa! O hambúrguer deles, que é o mesmo para os pratos fixos, é delicioso e tem, entre os ingredientes, arroz 7 grãos, lentilha vermelha, cenoura, beterraba e é uma explosão de sabores.

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Experimentei também a porção de Batata Rústica Chicana, que é apimentada e coberta de cheddar e bacon veganos — e eu, que nunca pensei que gostaria de uma versão de cheddar, tive que me render. Importante ressaltar que os preços são todos muito acessíveis! Existe a opção de combos, com limonada e batata frita rústica, mas você pode ficar só na água, que é liberada.

Outra dica: não tive a chance de conhecer, mas o Bruno e a Sarah me indicaram muuuuuito o Pop Vegan Food, buffet livre vegano por R$ 15,00 (+ R$ 5,00 com mate ou suco à vontade). No final de semana, fica R$ 18,00 e na, segunda-feira (sem carne), fica por R$ 10,00!!!!!!!!

Benjamin A Padaria

E, como comida é uma das coisas em que eu invisto meu dinheiro sem medo de ser feliz, a Isadora e o Henrique me levaram para conhecer um lugar doce: Benjamim A Padaria. Sei que existem milhares por São Paulo, mas eu fui conhecer a da Consolação. O local é bem pequeninho, mas é bem aconchegante e tem umas banquetinhas para sentar. Chegamos no final do dia, às 20h, e fica aqui a #dica: a maior parte do cardápio estava pela metade do preço/dois por um. Comemos muito bem e gastamos menos de R$ 40,00 — entre os três!

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Eu experimentei um salgado folhado de queijo branco coberto com parmesão e, bicho, estou sonhando com ele até hoje! De sobremesa, me deliciei com o croissant de chocolate, que parece ser um clássico da casa. Não consegui comer tudo (o que fez a alegria do Felipe no dia seguinte), mas também era supergostoso.

Se você gosta de padaria e estiver em São Paulo, procure pela Benjamin mais próxima!

Sesc Avenida Paulista

Embora também faça as vias de museu, o Sesc da Avenida Paulista carrega um grande diferencial. Sim, você pode curtir as exposições, palestras, shows e eventos, mas é nas alturas que ele realmente brilha. Isso porque o espaço conta com um mirante precioso, que garante uma vista incomparável para a Avenida Paulista. A dica é ir no finalzinho do dia para curtir o pôr do sol e ver a avenida iluminada. Mas já adianto que é um rolê superturístico, o que significa muita gente querendo garantir a mesma vista ou aquela selfie para postar nas redes. Entretanto é um passeio que vale a pena fazer uma vez se você tiver umas horinhas livres — e fica mais legal ainda para terminar o dia depois de uma exploração pela Avenida Paulista.

Bônus

Bacio di Latte — mulheres que amam sorvetes demais. Eu gosto muito de sorvetes, de conhecer sorveterias novas e tudo mais. Na minha última ida a São Paulo, eu havia experimentado os gelatos da Bacio di Latte no aeroporto, quando estava prestes a voltar para Porto Alegre, e eu simplesmente me apaixonei. É o melhor sorvete que já comi na vida e, agora, nessa viagem eu não pude deixar de saborear mais uma vez essa delícia. Há algumas unidades espalhadas pela cidade, e você também encontra uns truckszinhos nos shoppings. O menor potinho custa uns R$ 12,00, R$ 13,00, e você pode escolher até três sabores. Até agora, nenhum deles me desapontou. Não vejo a hora de voltar para São Paulo para comer esse gelato de novo, pois já estou com saudades.

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E temos uma lista! Gostou das dicas?

Não esqueça que, no final do dia, eu sou uma turista gaúcha em São Paulo. Então, por mais que eu busque vivências “mais locais”, é inevitável que eu conheça e queira conhecer os lugares mais bombados e óbvios. Sorry not sorry.

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Até a próxima viagem 🙂

Por Jennifer Baptista

CategoriasBá, que Viagem

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