Em cartaz até 27 de setembro, no Fortino Pietro Leopoldo I, em Forte dei Marmi, a exposição “Pittura a Napoli dopo Caravaggio” reúne uma importante seleção de obras dos principais protagonistas da pintura napolitana do século XVII.
Visão Geral da Exposição
A exposição tem como objetivo apresentar a um público mais amplo a coleção de arte napolitana do século XVII reunida por Giuseppe De Vito (Portici, 1924 – Florença, 2015). A coleção pertence atualmente à “Fundação Giuseppe e Margaret De Vito para a História da Arte Moderna em Nápoles”, instituída por De Vito em 2011 na Villa di Olmo, perto de Vaglia (Florença), com o intuito de fomentar estudos sobre esse período artístico.
Uma primeira seção documenta a influência das obras de Caravaggio em Nápoles e a ascensão do movimento naturalista.
Na segunda seção, um conjunto de obras criadas entre meados da década de 1630 e a década de 1650 documenta o vigor e a diversidade da cena artística de Nápoles, bem como as maneiras distintas pelas quais artistas de formação naturalista assimilaram diversas influências — provenientes, em parte, de pintores de origens variadas que atuavam nos principais projetos artísticos da cidade. Essas influências abrangiam desde o classicismo romano-bolonhês e o estilo do francês Simon Vouet até as correntes neovenezianas e as inspiradas em Van Dyck.
Mais do que uma reunião de grandes nomes, a exposição convida o visitante a perceber como um único artista pode transformar profundamente a história da arte. A passagem de Michelangelo Merisi, conhecido como Caravaggio, por Nápoles desencadeou uma verdadeira revolução estética, cujos desdobramentos são apresentados ao longo do percurso expositivo.
A mostra tem curadoria da historiadora da arte Nadia Bastogi e reúne 39 obras que revelam a evolução da pintura napolitana, dos primeiros intérpretes do naturalismo caravaggista às releituras que aproximaram essa linguagem do classicismo e do barroco.
Entre os destaques estão obras de Battistello Caracciolo, Jusepe de Ribera, Massimo Stanzione, Aniello Falcone, Bernardo Cavallino, Mattia Preti e Luca Giordano, além de um importante núcleo de naturezas-mortas assinadas por Luca Forte, Paolo Porpora e Giuseppe Recco.
O que mais chama a atenção é perceber como a influência de Caravaggio ultrapassa a técnica. Sua maneira de compreender a luz, o drama e a presença humana continua ecoando séculos depois. Caminhar por essa exposição é lembrar que a história da arte não acontece em rupturas isoladas, mas em diálogos que atravessam gerações e seguem inspirando artistas até hoje.
Entre os destaques estão obras de Battistello Caracciolo, Jusepe de Ribera, Massimo Stanzione, Aniello Falcone, Bernardo Cavallino, Mattia Preti e Luca Giordano, além de um importante núcleo de naturezas-mortas assinadas por Luca Forte, Paolo Porpora e Giuseppe Recco.
A exposição é promovida pela Prefeitura de Forte dei Marmi e pela Fondazione Villa Bertelli, em colaboração com a Fondazione Giuseppe e Margaret De Vito para a História da Arte Moderna em Nápoles.
Por Cristie Boff
