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16º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira, de 25 de junho a 05 de julho em Porto Alegre

16º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira ocorre de 25 de junho a 05 de julho em Porto Alegre

Festival, que há mais de duas décadas se dedica ao cruzamento de linguagens da arte audiovisual brasileira, comemora mais uma edição com atividades em cinco espaços da cidade. Gratuito, o evento é realizado por meio da Lei Rouanet e da Política Nacional Aldir Blanc, com patrocínio master da Petrobras e patrocínio Itaú Unibanco.

A partir de 25 de junho o público de Porto Alegre e de outras regiões do país poderão viver uma imersão na produção da arte audiovisual brasileira dos últimos anos, através da programação do 16º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira, que ocorre até 5 de julho. O evento promove sete mostras, além de debates, oficinas e a quinta edição do Seminário Pensar a Imagem, realizadas de forma totalmente gratuita na Cinemateca Capitólio, Goethe Institut Porto Alegre, Cinemateca Paulo Amorim, MACRS e Instituto Remanso. 

As 130 obras se dividem nas mostras Competitiva Brasil, Outros Esquemas, Audiovisual em Curso, Acessível, de Acervo e Artista Convidada – Letícia Ramos. A Mostra Competitiva Brasil, seleção tradicional do evento, elegeu de 840 inscritos 36 obras que integram a programação e serão exibidas tanto em sala de cinema como em espaços expositivos. Mais de 346 horas de material foram avaliadas e eleitas pelo time de curadores formado por Dirnei Prates, Kamyla Belli, Jaqueline Beltrame e Ramiro Azevedo. Entre os destaques de 2026, está a Mostra Especial Petrobras, com sessões dedicadas à obra do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, um dos nomes centrais do audiovisual brasileiro contemporâneo.

No dia 25, na abertura do festival, o público poderá conferir a performance inédita no Brasil: Leticia Ramos + Rossano Snel – Filmes e Música que conta com a projeção de uma seleção de filmes com execução de trilha sonora e foley ao vivo com orquestra, sob regência de Rossano Snel e participação de Vagner Cunha, Nina Nicolayewsky e Marcelo Armani. Já no dia 27, será possível acompanhar uma sessão estendida de filmes incluindo a cópia rara em 35mm do filme [VOSTOK], parte da Coleção Moraes Barbosa. Esta sessão será seguida de debate com Letícia e Rossano. A Mostra Competitiva Brasil premiará ao final do evento o Grande Prêmio 16º Cine Esquema Novo, de R$ 5.000,00 e 5 Prêmios Especiais do Júri, com troféu criado por Luiz Roque especialmente para o festival. O Júri Oficial poderá outorgar até 5 prêmios, de forma livre, dentre todas as obras em competição e é formado pelo artista, curador, produtor e gestor cultural André Severo, a historiadora, crítica e programadora de mostras e festivais de cinema Lorenna Rocha, e o ator, diretor e roteirista Victor Di Marco. As sessões são seguidas de debates em parceria com a ACCIRS – Associação dos Críticos de Cinema do RS.

Leticia Ramos é a artista convidada desta edição 

Nascida em Santo Antônio da Patrulha e atualmente vivendo em São Paulo, a artista Leticia Ramos é a artista homenageada da 16ª edição do Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira e terá uma mostra dedicada ao seu trabalho. Entre ficção científica especulativa, arqueologia da imagem e experimentação analógica, o público poderá conferir uma seleção de oito obras que compreendem 15 anos da produção em filme da artista. A programação acontece nos dias 25 e 27 de junho, às 19h, na Cinemateca Capitólio, reunindo obras produzidas entre 2007 e 2024 que atravessam cinema experimental, performance visual, ciência, imaginação geológica e pesquisa fotográfica.

Mostra Outros Esquemas apresenta 10 obras de 8 estados brasileiros

Pela quarta edição, o público poderá conferir dentro da programação do 16º Cine Esquema Novo – Arte Audiovisual Brasileira a Mostra Outros Esquemas, que contará com sessões na Cinemateca Paulo Amorim a partir de 26 de junho. A mostra não-competitiva, que passou a integrar a programação do CEN em 2019 como forma de contemplar mais um espaço de expressão da arte audiovisual brasileira, apresenta uma curadoria com 10 obras, selecionadas por Dirnei Prates, Jaqueline Beltrame, Kamyla Belli e Ramiro Azevedo. Nesta edição, foram dez selecionados de oito Estados do Brasil. São obras sobre personagens e territórios que vivem nas bordas: periferias, corpos trans, juventudes dissidentes, arquivos incompletos, religiosidades populares, espaços abandonados, memórias corroídas, heranças traumáticas. Realizada entre os dias 26 e 30 de junho, às 19h e 21h, na Cinemateca Paulo Amorim, a programação reúne obras audiovisuais de quatro importantes acervos: Fundação Vera Chaves Barcellos, Museu de Arte do Rio Grande do Sul – MARGS, Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul e o próprio acervo do Cine Esquema Novo. 

Com curadoria de Roger Lerina, a mostra amplia uma experiência iniciada pelo festival em 2022, e que seguiu na 15ª edição, propondo um diálogo entre videoarte, filmes de artista, registros performáticos e experimentações audiovisuais produzidas em diferentes épocas, geografias e contextos artísticos.

“O garimpo feito nos arquivos do CEN, da FVCB, do MACRS e do MARGS traz à luz um veio poético pulsante que precisa ser conhecido ainda mais pelo meio artístico e o público em geral. Afirmações identitárias de gênero e raça, confrontações a heranças coloniais, críticas sociais e políticas, denúncias da crise climática, questionamentos ao poder da imagem, discursos sobre o corpo, ensaios estéticos – são algumas das temáticas e abordagens apresentadas nessa oportunidade única de entrar em contato com trabalhos audiovisuais de nomes locais, nacionais e estrangeiros, históricos e contemporâneos, raramente exibidos. Uma Mostra de Acervo plural, caleidoscópica e instigante”, revela Lerina.

Entre os destaques da programação da Fundação Vera Chaves Barcellos estão trabalhos de artistas fundamentais da videoarte e da arte conceitual, como Letícia Parente, Dennis Oppenheim e Cao Guimarães, além de obras de Claudio Goulart e Flavio Pons, Regina Vater e Bill Lundberg. Já o programa do MARGS aproxima artistas de diferentes gerações, reunindo nomes como Leila Danziger, Guilherme Dable, Andressa Cantergiani e Gabriela Souza da Rosa.

O programa dedicado ao acervo do Cine Esquema Novo evidencia o papel histórico do festival na circulação de obras experimentais e na consolidação de um espaço voltado às interseções entre cinema, arte contemporânea e performance.

Também integra a mostra a obra Surveillance, de Regina Silveira, pertencente ao acervo do MACRS, reafirmando o diálogo entre práticas audiovisuais e artes visuais contemporâneas. A obra será projetada fora da sala de cinema, como proposta do festival de ocupar diferentes espaços. No dia 30, às 19h, ocorre sessão seguida de debate com Bruna Martin (Coordenadora do Setor de Acervo Artístico da FVCB); Arthur Bonfim Carmo (Assistente do Setor de Acervo Artístico da FVCB; Adriana Boff (Diretora do MACRS); Francisco Dalcol (Diretor-Curador do MARGS) e Jaqueline Beltrame (ACENDI) e mediação de Roger Lerina.

No dia 1º de julho, a partir das 15h, na Cinemateca Capitólio, o festival promove a Mostra Especial Petrobras, com sessões dedicadas à obra do diretor pernambucano Kleber Mendonça Filho, um dos nomes centrais do audiovisual brasileiro contemporâneo. A programação reúne cinco filmes do realizador — Vinil Verde (2004), Eletrodoméstica (2005), Noite de Sexta Manhã de Sábado (2006), Recife Frio (2009), e o longa-documentário Crítico (2008). A relação entre o Cine Esquema Novo e a obra de Kleber Mendonça Filho atravessa anos de afinidade estética. O diretor já integrou três edições do festival com as obras Menina do Algodão, exibida em 2003, Vinil Verde na edição de 2006 e Eletrodoméstica, em 2007. Seu retorno ao CEN agora ocorre em uma mostra especial que reafirma o diálogo histórico do festival com artistas que expandem as fronteiras da linguagem audiovisual.

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