O Dia da Mulher para a jornalista, roteirista e escritora Angélica Kalil não se restringe apenas ao 8 de março.

Gaúcha nascida em Porto Alegre, Angélica está radicada em São Paulo há quase três décadas e foi na maior cidade brasileira que consolidou sua carreira.

Vencedora do Prêmio Jabuti 2021 de Melhor Livro Juvenil do Ano e do Prêmio FNLIJ 2025, na categoria Melhor Livro Informativo do Ano. Éca, como é carinhosamente chamada pelos mais próximos, também foi indicada ao Troféu HQMIX 2023 e 2025.

Nos últimos anos, Angélica direcionou todas as suas forças, produção e aprofundamento para difundir a história de mulheres marcantes ao longo da história e a importância do feminismo como causa essencial para entender o contexto história e os tempos sombrios e misóginos em que vivemos, em pleno 2026.

“A gente relaciona a caça às bruxas à idade média, mas esse período sombrio começou só no fim da idade média, se estendendo por toda a idade moderna. Estava baseada em…discurso de ódio. Não tem como enfrentar o que vivemos hoje sem entender a história das mulheres”,  explica.

Todos os livros que ela escreveu são em coautoria com a também jornalista e designer Amma @ammailustra. Todas as obras da dupla, têm em comum o universo do feminismo e o registro das histórias de mulheres protagonistas em diferentes momentos do mundo. São eles: Você é feminista e não sabe, que são entrevistas que fez entre 2015 e 2018 para o YouTube e que foram transformadas em livro. O livro está esgotado, mas as entrevistas seguem disponíveis no canal. Amigas que se encontraram na história, vol 1 e 2 (2021 e 2022)., que arrebatou um dos prêmios mais importantes do país, o Jabuti. 2021, Bertha Lutz e a carta da ONU (2022), Meninas (2024).

Desde 2025, um novo artigo acrescentado à LDB tornou obrigatório o ensino de mulheres na história na educação pública e privada de todo o país. Exatamente o que a escritora tem feito: tornar pública para crianças e adolescente a história de muitas mulheres que foram apagadas ao longo dos séculos. Sobre o tema que tem se debruçado nas últimas décadas, Angélica criou e vem ministrando pela plataforma digital o curso Fio Feminista, um letramento feito em um encontro de 1h30min pelo GoogleMeet que pode ser feito invidualmente com agendamento prévio ou em grupos de quatro pessoas. Experiente em projetos audiovisuais educativos e de ensino à distância, ela já atuou em diversas produções da TV Cultura, Canal Futura, Sesc São Paulo e UnivespTV e atualmente é curadora de conteúdo sobre feminismo e mulheres na história.

“Meu trabalho no audiovisual está cada vez mais voltado para projetos didáticos, mas sigo sendo roteirista de projetos diversos”.

O próximo projeto é uma obra sobre meninas e o universo do futebol e em breve ela começará a divulgar o livro Time dos sonhos com a ilustradora Pri Wi. Bateu mais curiosidade sobre o trabalho dessa mulher inspiradora? Segue lá a @kalilangelica.

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