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O jornalista Fernando Albrecht lança seu primeiro livro de crônicas nesta sexta (29/5) no Mercado Público

O jornalista Fernando Albrecht lança seu primeiro livro de crônicas na próxima sexta (29/5) no Mercado Público

Será lançado na próxima sexta-feira (29/5) no Mercado Público A vida como ela foi, o primeiro livro de crônicas do jornalista e colunista Fernando Albrecht. O lançamento com sessão de autógrafos será no Bar Chopp 26, das 18h às 20h no segundo andar do Mercado Público.

Fernando Albrecht é daquelas pessoas que nunca desliga. Com a mesma destreza e sem curiosidade que transita bem-humorado pelo cotidiano da capital gaúcha, o jornalista não economiza melancolia e nem acidez para recordar os cheiros, sabores e paisagens de um tempo que transita apenas na memória e nos afetos do passado. No cenário jornalístico brasileiro, ele desempenha seu papel com constância e dedicação ímpar.

Editor da página 3 do Jornal do Comércio, Albrecht circula eclético por diversos temas e personagens. Com 152 páginas, sua primeira coletânea reúne 51 crônicas e foi editada pelo selo Bá | Araucária de Mariana Bertolucci e Antônio Luzzatto. Como bem recorda em seu prefácio o amigo, colega de profissão e idealizador da obra Felipe Vieira:   

“Quem acompanha a imprensa gaúcha sabe que Albrecht não é apenas um colunista. É um observador da vida pública do Rio Grande do Sul. Há quase três décadas, conduz a coluna Começo de Conversa, onde aparecem bastidores da política, movimentos da economia e episódios do cotidiano que ajudam a explicar o nosso tempo. Mas o que torna seus textos especiais não é apenas a informação. É o olhar. Entre uma nota e outra surgem lembranças de infância, histórias de redação, cenas de uma Porto Alegre que não existe mais e fragmentos daquele interior gaúcho que vive na memória de quem cresceu longe da capital. Em meio a tudo isso aparecem também os bastidores mais saborosos da cidade: picantes e inesquecíveis affairs da noite porto-alegrense, cabarés famosos, ambientes enfumaçados e bares onde o uísque muitas vezes era mais imaginário do que escocês. Lendo Albrecht, a gente tem a impressão de caminhar ao lado dele. Pelas ruas antigas da cidade. Pelas redações cheias de fumaça e barulho de máquina de escrever. Pelos bares onde jornalistas discutiam política com a mesma intensidade reservada ao futebol. O que quis foi registrar o talento de cronista do meu amigo. Porque memória que não é registrada desaparece. Durante muito tempo insisti para que ele próprio reunisse suas crônicas em livros. Tenho certeza de que poderia publicar um volume por ano sem repetir história. Como Albrecht sempre tratou a ideia com certa reserva, resolvi fazer diferente. Reuni alguns amigos e decidimos fazer este livro. Para tornar o projeto possível, convidei cinco pessoas que entenderam imediatamente a importância da iniciativa: Airton Zaffari, Cláudio Bier, Doca Mottin, Nestor Hein e Rodrigo Machado. Todos aderiram ao projeto com entusiasmo. Sabem que preservar a obra de um jornalista é também preservar um pedaço da memória de uma cidade. Minha relação com Albrecht não é apenas de leitor. Mais do que registrar a trajetória de Albrecht, ele ajuda a preservar uma maneira de fazer jornalismo. Uma maneira baseada em curiosidade, memória, sensibilidade e boas histórias. Porque jornalistas escrevem para o dia seguinte. Mas alguns cronistas escrevem para o tempo. E Albrecht é um desses raros autores que transformam a memória de uma cidade em literatura viva.”

Sobre o autor

Natural de São Vendelino, Albrecht já foi comentarista de rádio no Jornal Gente, da Rádio Band, e editor da página 3 do jornal Zero Hora. Sua experiência também inclui incursões na televisão, onde se destacou como produtor de programas pioneiros, como o Campo e Lavoura, o primeiro programa de 149 agropecuária da TV brasileira, e o Pregão, o primeiro programa gaúcho sobre o mercado acionário no Sul do país. Além de sua impressionante carreira no jornalismo, Albrecht é hábil e já teve incursões na área executiva e publicitária.

SERVIÇO:

O QUE: Lançamento e sessão de autógrafos do livro A vida como ela foi do jornalista e cronista Fernando Albrecht

QUANDO: Sexta-feira (29/5) das 18h às 20h

ONDE: Bar Chopp 26, das 18h às 20h no segundo andar do Mercado Público.

Foto: Tânia Meinerz

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