Rothko in Florence: uma exposição não apenas para ser vista, mas para ser vivida
Entrar na retrospectiva Rothko in Florence, dedicada a Mark Rothko, na Fondazione Palazzo Strozzi, foi uma experiência que ultrapassou qualquer expectativa. Por ser um dos artistas que inspira e toca muito o meu processo artístico, o impacto dessa exposição na cidade em que vivo foi ainda mais intenso.
Com curadoria de Christopher Rothko, filho do artista, e Elena Geuna, o projeto foi concebido especialmente para a cidade, celebrando a profunda conexão de Rothko com esse lugar. E essa conexão é palpável.
A exposição revela como a fascinação de Rothko pelo Renascimento italiano, despertada em sua primeira visita a Firenze, em 1950, atravessa sua obra. Percorrer a mostra é acompanhar essa transformação: das primeiras obras figurativas dos anos 1930 até as telas imersivas de campos de cor.
Uma das mais importantes exposições já dedicadas ao artista, “Rothko in Florence” revisita toda a sua trajetória, com mais de 70 obras, vindas de instituições como o Museum of Modern Art, o Metropolitan Museum of Art, a Tate e o Centre Pompidou.
Saio com a sensação de que Rothko não pintava apenas para ser visto, mas para ser vivido.
A exposição fica em cartaz de 14 de março a 23 de agosto de 2026.
